Coisa engraçada e perigosa que é dirigir na Cidade Maravilhosa.
1. É impossível manter a distância de segurança do carro da frente. Há uma lei da física aqui no Rio que diz que quando um carro consegue a distância de um carro mais um milímetro do carro da frente, o carro do lado toma esse espaço. E essa lei todos respeitam, vai entender...
2. Interseção em Círculo, joelho, rótula, sabe lá como chama isso aí aonde você mora. É a coisa redonda que une duas vias, quando nenhuma é preferencial e não tem semáforo, sinal, sinaleira. Quem tem a preferência é quem está no círculo, menos aqui no Rio. Aqui, quem tem a preferência é quem está na preferencial. Mas, como na interseção em círculo NÃO TEM preferencial, a preferência é de quem acha que está na preferencial, ou de quem chega antes, ou acha que vai chegar antes, enfim... Aquele triângulo "dê a preferência", aqui serve de adorno.
3. Buzina, aqui, pára carro. Deve parar, pela maneira que o povo confia que é só passar buzinando que os carros param... Outra lei da física carioca.
4. 70% dos meninos que pedem dinheiro, vendem bala ou fazem malabarismo com bolas no sinal, só têm um dos braços. Eu sei, é absolutamente improvável, mas quem vive aqui, sabe: falta-lhes um braço, sempre. Não sei se perderam no ofício, nasceram assim, ou se irei direto pro inferno por falar uma coisa dessas somada às outras coisas todas que fiz e falei. Ou se escondem o braço por baixo da camisa, nas costas. Hum... Pode ser, pode ser...
5. Há uma inteligência de marketing nas ações. É todo dia, eu chego em uma determinada interseção em círculo, lá pelas 8 da madrugada. Sempre engarrafa, então quase todo dia, vejo 2 trabalhadores do sinal (interseção em círculo engarrafada conta como sinal) chegarem, tirarem suas bermudas bonitas e coloridas, camisetas novas e tênis enooooormes brancos, pra vestir uma bermudinha surrada, pé no chão e sem camisa. Escondem tudo atrás da árvore. Pegam os pacotes de bala e vão vender no engarrafamento. Acho bonito isso. Estratégia de marketing aplicada. Dá certo.
6. Foi hoje, no trânsito, que Amelie viu a solteirinha gostosinha de 18 aninhos, que nunca mais pegamos. Coincidência é pouco. Não se falaram, pena.





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